domingo, 11 de setembro de 2011

Ligítio do poema

Como cercar a solidão de palavras?
E que todas bem engendradas nesse
Cárcere vernáculo
O que sobra no espaço que elas encerram?
E no tempo que congelam?
E quando querem atravessá-las
rumo a que se vai? O que se intenta?
Não há nisso paz de utilidade alguma
E ao acrobata insatisfeito o que resta,
o ritmo - corpo místico da palavra roubado à música?
O que se distingue da própria boca no beijo?
o que sobra da palavra no verso?

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