Tanta beleza
Sutil e concreta
Tangível e tocante
Desvanece sempre
E sempre se prenuncia à consciência
Seu fenecer
É que é do seu mérito se esquivar
À força do que lhe é o puro espectro:
O desejante
Mas se fazendo sempre vivo e real
É o que impõe nosso levante contra o dia
Sempre inerte e renitente
Esse mundo imenso
Fora de nós.
Eu sei que a morte, essa coisa
Aparentemente impossível
Virá
Sei que um dia vais quedar
Sob o peso inaudito de teus sonhos.
E se tudo se apagar por pelo menos um instante
Findará invariavelmente escuro para teus olhos.
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