segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PRADO DAS RENÚNCIAS


Existe um prado das renúncias
onde todo homem que já foi jovem
chega um dia
para depositar a sua juventude
o lastro de desilusões que lhe coube
os amores que se cumpriram
e soçobraram em lembranças
o rebotalho das lágrimas...
num tempo posterior ao amor,
onde também a violência
não tem mais cor

é cinza e negro e opaco
a violência era uma ânsia rubra
dilacerando um coração devoto



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