sábado, 27 de agosto de 2011

Uma tormenta me assolava
desde o meu antigo túmulo
enquanto dormira o leviatã
era sempre um mar sem orla
e o céu como um dínamo incendiado
na sua abóbada
a calma sanguinária, precisa,
soprando do oeste com a brisa,
e o corsário acariciando a sua lâmina
o barco saciando a sua quilha
os olhos injetados, fechados
para sentir-se inteiro
no tato
e de repente,
a alma hirta,supressa

a cor do despertar
nos escapa como o próprio amanhcer
nasce com o cúmulo de nuvens indistintas

desloquei o escarcéu da tua boca
da minha palavra e,
na balada que eu compus
os corceis que se debastavam
perfazem a minha morada,
e nela,
são perfeitos

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