sábado, 13 de agosto de 2011

Tú és um homem triste
vê-se pela curvatura
das tuas costas,
pela umidade nos teus olhos e
pelo peso em tua voz
Vê-se quando sorri e
quando o desalento
toma de assalto
o teu timbre
ou quando o teu esmero
em parecer feliz
denuncia tua cena
Falta no teu gesto
a leveza da inocência
ou da disponibilidade
Tú não, não estás disponível
não espera
nem se entrega a Deus
e nada pode
contra esse mundo
que resiste
tú que és um homem triste

Á infâcia sem fantasias
ultrapassou a juventude sem alarde
a maturidade chegou com a sua espada em riste

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